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quarta-feira, 23 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Bill Withers - use me


Bill Withers é de uma congruência artística e vocal imprescindível!!



Bill Withers (Slab Fork, West Virginia, 4 de julho de 1938 ) é um cantor e compositor Norte-Americano muito popular, que teve seu auge no início da década de 1960 até a metade da década de 1980. Suas mais conhecidas músicas incluem "Ain't No Sunshine," "Use Me," "Lovely Day," "Lean on Me", "Grandma's Hands" and "Just the Two of Us".


Albums

  • 1971: Just As I Am (Sussex)
  • 1972: Still Bill (Sussex)
  • 1973: Live at Carnegie Hall (Sussex)
  • 1974: +'Justments (Sussex)
  • 1975: The Best of Bill Withers (Sussex)
  • 1975: Making Music - (Columbia)
  • 1976: Naked & Warm (Columbia)
  • 1978: Menagerie (Columbia)
  • 1979: 'Bout Love (Columbia)
  • 1981: Bill Withers' Greatest Hits (Columbia)
  • 1985: Watching You, Watching Me (Columbia)
  • 1998: The Best of Bill Withers - lovely day (Sony Music Entertainment)
  • 2005: Lovely Day: The Very Best of Bill Withers (Legacy)
  • 2007: Best of (2007)


segunda-feira, 21 de março de 2011

Chico Science - Um passo à frente e você já não está no mesmo lugar

 



Atualmente vivemos em um mundo com mais de seis bilhões de pessoas. E cada uma delas possui sua própria maneira de enxergar o mundo. São na verdade seis bilhões de mundos andando por ai, cada um com seus próprios pensamentos, com sua própria maneira de lidar com os desafios da vida. Por vezes, transformam pequenos desafios em grandes problemas. É aí onde o bicho pega. Você já deve ter ouvido a frase “fulano tem a mania de criar tempestade em copo d água”. Certo? Geralmente falamos isso para aquelas pessoas que percebem pequenos problemas como sendo muito maiores do que eles realmente são. Elas sofrem, se desesperam, ficam nervosas e acabam perdendo um tempo precioso focando os “porquês” do problema. Isso acaba impedindo qualquer chance de resolvê-lo.
A frase que dá nome a esse artigo foi escrita pelo pernambucano Chico Science. Chico foi um cara realmente diferente. Criador do Mangue Beat, estilo musical que misturava maracatu e sons eletrônicos. e líder da banda Chico Science e Nação Zumbi. Ele nos deixou em 1997 em um acidente de carro, e com ele perdemos também uma mente criativa e visionária.
Chico Science me inspirou a dizer, mesmo que todos os problemas estejam caindo em sua cabeça, continue, dê mais um passo, pois, você não irá conseguir resolvê-los parado pensando neles.
Eu sei que é mais fácil descobrir a solução de um problema quando não fazemos parte dele. Não importa se o problema é grande ou pequeno, o importante é não permanecermos no mesmo lugar. A vida é movimento, tudo está se transformando e nesse exato momento você tem uma opção, ficar parado pensando nos problemas, ou mudar a forma como enxerga essa situação para transformar os problemas em desafios que o façam seguir em frente.
A palavra problema paralisa, faz a pessoa reagir, muitas vezes negativamente. A palavra desafio inspira ação, dá energia, faz você seguir adiante. Uma pequena mudança nas palavras gera uma mudança de paradigma. E isso, pode fazer toda a diferença.
Mude a forma como você se comunica com você mesmo e mudará seus pensamentos. Mude seus pensamentos e mudará sua atitude, mude sua atitude e mudará sua vida.

Viva isso!!

Cristiano Calado.

domingo, 20 de março de 2011

Especialistas fazem uma apreciação sobre quatro dos maiores grupos que oferecem cursos de inglês no Brasil.

VEJA on-line

A avaliação dos cursos

Especialistas fazem uma apreciação sobre quatro dos maiores grupos que oferecem cursos de inglês no Brasil. Foram enfatizadas as diferenças entre eles com o objetivo de ajudar na hora da escolha. Eis o resultado:

WIZARD (www.wizard.com.br)
Preço*: a partir de 80 reais
Ponto alto, segundo os especialistas: oferece um tipo de curso no qual o aluno faz aulas individuais num laboratório de línguas, com base em CDs e livros, na hora em que desejar – conta para isso com o professor para esclarecer as dúvidas. A vantagem é que, assim, se evita uma situação comum nos cursos de inglês: a impossibilidade de comparecer às aulas
Observação dos especialistas: os resultados em relação à fluência costumam ser bons, mas deixam a desejar quanto ao aprendizado formal da gramática

CULTURA INGLESA (www.culturainglesa.com.br)

Roberto Setton

Preço: a partir de 170 reais
Ponto alto, segundo os especialistas: prepara os estudantes para prestar os exames da Universidade de Cambridge, que confere diplomas de inglês reconhecidos internacionalmente. As aulas contam com um atrativo adicional: uma lousa eletrônica com base na qual os alunos criam blogs e histórias animadas com recursos multimídia
Observação dos especialistas: dos quatro cursos, é o que mais se detém no aprendizado da estrutura formal da língua

CCAA (www.ccaa.com.br)
Preço: a partir de 150 reais
Ponto alto, segundo os especialistas: num dos cursos, os alunos recebem preparação intensiva para exames internacionais de língua inglesa, como o Toefl, pré-requisito para o ingresso em uma universidade americana
Observação dos especialistas: as aulas atraem a atenção de estudantes sem paciência para o formalismo dos livros didáticos por meio da leitura de publicações estrangeiras e debates sobre assuntos do cotidiano

FISK (www.fisk.com.br)
Preço: a partir de 120 reais
Ponto alto, segundo os especialistas: oferece a opção de turmas pequenas, com até seis alunos – elas custam 10% mais do que as classes regulares
Observação dos especialistas: oferece aulas temáticas nas quais são treinadas, em níveis semelhantes, as quatro habilidades do idioma – conversação, leitura, escrita e compreensão oral da língua

(*) Média mensal, sem incluir a taxa de material

A palavra da especialista

A professora Kátia Tavares, da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dá sugestões que, segundo mostra a experiência, ajudam a reduzir o risco de erro na escolha de um curso de inglês

CURSOS ESPECÍFICOS ­ Se sua intenção for aprender o jargão do mundo dos negócios ou ler textos acadêmicos, é melhor procurar um curso especialmente desenhado para tais finalidades

NIVELAMENTO ­ Se tiver alguma noção de inglês, tome a iniciativa de pedir um teste – poderá com isso iniciar os estudos numa turma mais avançada

PREÇO ­ Pergunte o que está incluído na mensalidade – às vezes as taxas adicionais fazem praticamente dobrar o valor. Fique atento a eventuais convênios: eles podem resultar em descontos

MÉTODO ­ Não se contente com a explicação teórica sobre a metodologia. Peça para assistir a uma aula

TECNOLOGIA ­ Muitos dos cursos fazem propaganda dos recursos tecnológicos de que dispõem. Não se deslumbre: apenas os que têm fins pedagógicos fazem diferença

Inglês para quem tem pressa

VEJA on-line

Guia
Inglês para quem tem pressa


Monica Weinberg

VEJA TAMBÉM
Nesta edição
A avaliação dos cursos

Cresce no Brasil um tipo de ensino de inglês que promete resultados mais rápidos do que os obtidos nas escolas de idioma tradicionais: são os cursos de imersão, aqueles que reúnem grupos pequenos em hotéis e fazendas onde, durante alguns dias, só se fala, escuta e lê a língua inglesa. Em dez anos, a oferta de escolas do gênero triplicou no Brasil.

Especialistas consultados por VEJA afirmam que as imersões costumam cumprir com a promessa de promover nos estudantes um salto de fluência. O princípio desse tipo de curso é produzir um ambiente no qual se vivencia o inglês na prática – em tempo integral. Mas para que leve a resultados mais consistentes precisa ser repetido mais de uma vez, ressaltam os especialistas. Eles fizeram ainda uma apreciação sobre mais duas modalidades de ensino acelerado de inglês: os cursos intensivos e os ofertados no exterior.

VEJA ouviu gente que passou por pelo menos uma dessas escolas de inglês que, em comum, prometem encurtar o demorado caminho dos cursos tradicionais. Três dessas pessoas contam suas experiências nas páginas deste Guia.

Ele foi para o Canadá

Fabiano Accorsi


GUSTAVO POLI KONNO,
21 anos,estudante de engenharia

Por que ele optou pelo curso no exterior: depois de cursar quatro anos de inglês no Brasil, ele havia evoluído na leitura e na escrita, mas ainda tropeçava ao falar e tinha dificuldade de entender os estrangeiros. Achou que resolveria o problema com uma estada no exterior

Efeito do curso: "Depois de morar dois meses com uma família canadense e freqüentar uma escola de inglês lá, passei a falar com mais desembaraço e já assisto a filmes sem legenda"

Quanto custa ¹: 6000 reais (com estada na casa de uma família) e 7000 reais (em alojamentos das escolas de inglês) por um mês

Como funciona: freqüentam-se no país escolhido cursos de inglês específicos para estrangeiros. A duração é de um a seis meses. Em alguns casos, os estudantes podem arranjar trabalho para ocupar o tempo livre. Os destinos mais comuns são Estados Unidos, Inglaterra e Canadá

Para quem é mais indicado, segundo os especialistas: para quem quer aproveitar as férias no exterior para também melhorar o inglês. Nenhuma outra modalidade de curso leva a resultados tão rápidos

Ressalvas aos interessados: os especialistas recomendam fugir dos cursos de menos de um mês – seu efeito, restrito, costuma não compensar o investimento. Os melhores resultados são observados em pessoas que concluíram pelo menos dois anos de estudo antes de embarcar

Onde se informar: www.ci.com.br, www.stb.com.br,www.worldstudy.com.br e www.experimento.org.br

Imersa numa fazenda

Lailson Santos

DÉBORA DE MELLO, 30 anos, gerente
de recursos humanos em uma corretora

Por que ela optou pelo curso de imersão: havia tempos que não falava inglês e precisa ir aos Estados Unidos em viagem de negócios

Efeito do curso: "Os três dias internada num hotel, à base de inglês do café-da-manhã ao jantar, me deram mais segurança para falar com os americanos"

Quanto custa ¹: 1000 reais (fim de semana)

Como funciona: os grupos permanecem de dois a cinco dias em hotéis e fazendas, onde o único idioma ouvido é o inglês – inclusive na televisão

Para quem é mais indicado, segundo os especialistas: para gente que, como a gerente de recursos humanos, precisa dar uma rápida polida no inglês – a imersão costuma melhorar a fluência em poucos dias. Muitos desses cursos são desenhados para executivos, que aprendem a aplicar jargões típicos do mundo dos negócios ao simular relatórios e palestras

Ressalvas aos interessados: os cursos aceitam apenas pessoas com nível intermediário do idioma, o que é medido por avaliações. Para que alcance resultados mais consistentes, a imersão deve ser repetida mais de uma vez

Opção por um curso intensivo

Lailson Santos


SORAIA AGUILERA SINA,
25 anos,gerente em uma academia de natação

Por que ela optou pelo curso intensivo: formou-se em hotelaria sem saber o inglês básico. Enfrenta há dois anos a maratona de um intensivo com o objetivo de pleitear, em breve, um bom emprego em sua área

Efeito do curso: "Já converso com estrangeiros sem sentir vergonha e não passo mais por uma criança ao escrever em inglês"

Quanto custa ¹: 750 reais por mês

Como funciona: a diferença para um curso tradicional é que no intensivo os estudantes permanecem, em média, oito horas por semana e levam a metade do tempo para concluir os estudos

Para quem é mais indicado, segundo os especialistas: para pessoas que não podem esperar pelos resultados de um curso mais lento nem têm tempo ou dinheiro para estudar no exterior. Ao contrário das imersões, aqui é possível iniciar o curso a partir do nível elementar

Ressalvas aos interessados: não adianta matricular-se sem antes ter certeza de que dispõe de tempo para dedicar-se às inúmeras tarefas de casa típicas desses cursos

Onde se informar: a maioria dos cursos tradicionais oferece a modalidade acelerada – consulte os sites que aparecem na página 118

1 Preços calculados com base na média do mercado.
No caso dos intercâmbios, não incluem a passagem aérea

Onde fazer

Quatro dos cursos de imersão
em inglês mais procurados no Brasil

ENGLISH VILLAGE (www.englishvillage.com.br)
Onde é: em um hotel-fazenda de Indaiatuba
(a 100 quilômetros de São Paulo)
Preço: 990 reais (fim de semana)
Diferencial: no fim do curso, os estudantes prestam o TOIEC, um exame internacional que certifica a fluência no inglês (pré-requisito para algumas das vagas em empresas multinacionais)

LITTLE ENGLAND (www.littleengland.com.br)
Onde é: em uma pousada em Petrópolis (Rio de Janeiro)
Preço ²: 3475 reais (cinco dias)
Diferencial: depois do curso, os alunos têm a opção de prosseguir com os estudos a distância, supervisionados por um professor que envia as lições por e-mail e com quem os estudantes travam conversações por telefone ou pela internet

ENGLISH ISLAND (www.englishisland.com.br)
Onde é: em um hotel de Florianópolis
Preço: 2200 reais (cinco dias)
Diferencial: numa só viagem, aprende-se inglês e, findo o curso, aproveita-se uma cidade atraente ao turismo

CELIL (www.celil.com.br)
Onde é: em uma pousada em Piranguinho (Minas Gerais)
Preço: 1800 reais (cinco dias)
Diferencial: é o que recebe um perfil mais variado de estudantes – de executivos a donas-de-casa

Você está em harmonia entre aquilo que você pensa, fala e faz?

Você está em harmonia entre aquilo que você pensa, fala e faz?

Há uma história atribuída ao famoso líder pacifista Mahatma Gandhi, que, em minha opinião, foi um dos maiores exemplos de congruência.

 Conta que certo dia foi procurado por uma mulher e seu pequeno filho
- Sr. Gandhi, dizia ela, por favor, peça a meu filho para parar de comer açúcar.
Gandhi olhou nos olhos do garoto, e em seguida para a mulher e disse:
- Volte daqui quinze dias!
Duas semanas se passaram e a mulher voltou com o menino.
- Sr. Gandhi, quinze dias se passaram, e eu gostaria que o senhor dissesse para esse menino parar de comer açúcar.
Gandhi olhou para o garoto e disse; – Pare de comer açúcar!
A mulher então disse a ele – É só isso? Por que não disse na primeira vez em que viemos aqui?
Gandhi calmamente respondeu; – É porque há quinze dias eu ainda comia açúcar!

Esse é o maior exemplo de congruência que conheço. A maioria dos chamados líderes não consegue se manter fiel entre discurso e ação. Muitos dizem “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço! Na verdade, esses não são líderes, são apenas chefes com egos inflados.
Eu acredito que todos nós podemos liderar, servir de exemplo e fazer a diferença no mundo, mas para isso, precisamos descobrir quais são os valores mais importantes,e que estamos dispostos a seguir. Não há nada pior do que alguém mente para si mesmo por medo ou apenas para ter alguma vantagem temporária.
Portanto, olhe-se no espelho e pergunte-se, eu estou sendo congruente com meus valores mais importantes, ou estou fazendo as coisas apenas para agradar os outros? Liderança começa no espelho, começa com as pequenas ações diárias e que estejam em harmonia entre aquilo que você pensa, fala e faz.

Pense nisso!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Encare os Problemas de Forma Positiva

Encare os Problemas de Forma Positiva

 

Escrita em chinês, a palavra “crise” é composta por dois caracteres - um representa perigo, e o outro representa oportunidade. (JOHN KENNEDY) 

É possível que os dias que parecem piores em nossa vida podem ser mais poderosos em termos das lições que optamos por aprender? Pense a respeito de uma das piores experiências que já lhe ocorreu. Ao recordá-la agora, pode pensar em quaisquer meios pelos quais teve alguma espécie de impacto positivo em sua vida? Talvez tenha despedido, assaltado e espancado, ou se envolvido num acidente de carro, mas da experiência adquiriu uma nova determinação, ou nova percepção, que o levou a crescer como uma pessoa, e a aumentar de forma considerável a sua capacidade de contribuir. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Você pode protestar: "Não, Tony, há algumas coisas no meu passado que não tiveram o menor propósito. Nunca vou superá-las; sempre me causarão dor." Está absolutamente certo: enquanto mantiver a convicção de que foi explorado, ou de que perdeu algo que nunca poderá ser restituído, sempre haverá de sentir a dor. Mas basta lembrar que a perda é imaginária. Nada jamais desaparece no universo. Apenas muda de forma. Se alguma coisa ainda o magoa, é por causa do significado que vinculou. Talvez precise ter fé e dizer: "Mesmo que eu não saiba por que isso aconteceu, estou disposto a confiar. Algum dia, no momento oportuno, compreenderei." (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Cuide de para que todo o seu foco na vida esteja nas soluções, não nos problemas. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Quando ouço falar em problemas, tenho a tendência a chamá-los de desafios. Não fico remoendo, e no mesmo instante focalizo como posso converter o desafio numa oportunidade.(Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Às vezes precisamos confiar que nossos desapontamentos podem ser na verdade oportunidades disfarçadas.(Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

A idéia de que qualquer coisa que sente pode ser "errada" é uma ótima maneira de destruir a comunicação honesta consigo mesmo, e também com as outras pessoas. Seja grato por existir uma parte do cérebro que lhe envia um sinal de apoio, um chamado à ação para efetuar uma mudança. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

AS PERGUNTAS QUE RESOLVEM PROBLEMAS 1. 0 que há de tão grande neste problema? 2. 0 que ainda não está perfeito? 3. 0 que estou disposto a fazer para que fique do jeito que quero? 4. 0 que estou disposto a não mais fazer para que fique do jeito que quero? 5. Como posso desfrutar o processo, enquanto faço o que é necessário para que fique do jeito que quero? (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Não estou lhe pedindo que leve uma vida sem sensações ou emoções negativas. Há circunstâncias em que podem ser muito importantes. Compreenda que o nosso objetivo é sistematicamente sentir menos dor em nossa vida, e mais prazer. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

É importante para nós lembrar que a maneira como representamos coisas na mente vai determinar como sentimos. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Focalize para onde você quer ir, não o que você teme. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Para a mente obtusa, toda a natureza é sombria. Para a mente iluminada, o mundo inteiro arde e faísca com luz.(RALPH WALDO EMERSON) 

Compreenda, acredite e confie que se mudar o significado de qualquer evento em sua mente, mudará imediatamente como se sente e o que faz, e assim mudará suas ações e transformará seu destino. Lembre-se, nada na vida tem qualquer significado a não ser aquele que você mesmo concede. Portanto, trate de fazer uma opção consciente pelos significados mais sintonizados com o destino que escolheu para si mesmo. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Como se pode constatar, nunca é o ambiente; nunca são os eventos de nossas vidas, mas sim o significado que atribuímos aos eventos - como nós os interpretamos - o que molda quem somos hoje, e o que nos tornaremos amanhã. São as convicções que fazem a diferença entre uma vida inteira de alegre contribuição e uma existência de sofrimento e desolação.(Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário. (SÊNECA) 

Se você se aflige com qualquer coisa externa, o sofrimento não é causado pela coisa em si, mas por sua própria avaliação a respeito; e isso você tem o poder de revogar a qualquer momento. (MARCO AURÉLIO) 

Não são os eventos externos em nossas vidas que nos moldam, mas sim as convicções sobre o que esses eventos significam. (Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”) 

Depois que ingressei no culto ministerial, compreendi que todos os empregos que tivera, bons ou maus, fizeram parte de meu aprendizado para o púlpito, para meu consultório de aconselhamento e para que eu pudesse escrever meus artigos. (Catherine Ponder do livro “Leis dinâmicas da prosperidade”) 

O fracasso nada mais é do que o sucesso tentando aparecer de maneira mais aprimorada. (Catherine Ponder do livro “Leis dinâmicas da prosperidade”) 

O significado das coisas não está nas próprias coisas, mas em nossa atitude com relação a elas. (Antoine de Saint-Exupéry) 

Thoreau) 

Jamais aprenderíamos a ser corajosos e pacientes se só existisse alegria no mundo. (Hellen Keller) 

Nem sempre podemos estar felizes com o que acontece, porém é possível sentir satisfação pela maneira como nos comportamos e enfrentamos as dificuldades. (Alexandra Stoddard do livro “Escolha a felicidade”) 

A palavra “felicidade’ perderia seu significado se não fosse equilibrada pela tristeza. (Carl Jung) 

Está provado: os erros crescem quando você se abate com eles. E diminuem quando você os considera uma oportunidade de aprendizado. (Roberto Shinyashiki do livro “Sem medo de vencer”) 

As pessoas têm suas expectativas frustradas mas não percebem que esses percalços levam á outros caminhos que lhes serão enormemente benéficos mais adiante. (Montreanjo do livro “A Divina Providência segundo Montreanjo”) 

Não diga que a vitória está perdida se é de batalhas que se vive a vida. (Raul Seixas / Paulo Coelho / Marcelo Motta na música “Tente outra vez” interpretada por Raul Seixas) 

Os grandes navegadores devem sua reputação às tempestades e temporais. (Epicuro) 

A vida contém tempos de graça e de dor, e mesmo os cuidados dos anjos de Deus não nos salvam de todo o mal. (Shakespeare) 

Homens fortes, homens criadores que realizam grandes obras, acham que os problemas são para mente como os exercícios são para os músculos, que desenvolvem nela a resistência necessária a uma vida construtiva e feliz. (do livro “Abilio Diniz – caminhos e escolhas”). 

Situações dolorosas podem ser inevitáveis, mas sofrer é opcional. (Lee L. Jampolsky do livro “Atitude para ser feliz”). 

Como minha vida teria sido se eu houvesse recebido um “sim” todas as vezes que pensei desejar o “sim”. A verdade é que muitas das respostas “sim” que eu queria não teriam sido boas para a minha vida na época. (Lee L. Jampolsky do livro “Atitude para ser feliz”). 

A pessoa que lhe diz “não” está lhe oferecendo uma oportunidade que você ainda não conhece. (Lee L. Jampolsky do livro “Atitude para ser feliz”). 

Os grandes navegadores devem sua reputação às tempestades e temporais. (Epicuro) 

Todas as adversidades, os problemas e obstáculos que encontrei em minha vida me deram força e experiência para superar os que vieram depois. (Walt Disney) 

A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas. (Horácio) 

Um cuidadoso exame de todas as nossas experiências passadas pode revelar o fato surpreendente de que tudo o que nos aconteceu foi para o nosso bem. (Henry Ford) 

O otimista não permite que determinado problema em certa área de sua vida contamine as demais. (Roberto Shinyashiki do livro “O sucesso é ser feliz”) 

Para os vencedores, os fracassos são uma inspiração. Para os perdedores, o fracasso é uma derrota. (...) É o segredo que os perdedores não conhecem. O maior segredo dos vencedores é que o fracasso inspira a vitória; por isso eles não têm medo de perder. (Robert T. Kiyosaki / Sharon L. Lechter do livro “Pai Rico, Pai Pobre”) 

Coisas boas nascem da dor e da dificuldade. (Emmet Fox do livro “Planejando o seu futuro”) 

Por que aconteceu o que aconteceu? 1-Aconteceu para o seu desenvolvimento ou orientação. 2-Aconteceu porque você atraiu o que aconteceu por suas forças conscientes ou inconscientes. 3-Aconteceu não para seu benefício, mas para benefício de outra pessoa. (Marcus Bach do livro “Serendipidade – o mundo do acaso”) 

Até que o amanhã seja hoje, os homens continuarão cegos diante da boa sorte escondida no infortúnio. (Marcus Bach do livro “Serendipidade – o mundo do acaso”) 

As pessoas de vez em quando perguntam: Por que Deus nos criou? Para que pudéssemos errar? Para que cometêssemos equívocos? Para que ficássemos doentes? Por que o bem e o mal? Por que a dor e a doença? Conhecemos as coisas por contrastes, por comparações. Como poderíamos saber o que era a alegria se não nos escorresse pelo rosto de vez em quando uma lágrima de pesar? (Joseph Murphy do livro “SUA FORÇA INTERIOR”) 

Não há nada de bom ou mau, o pensamento é que faz uma coisa ou outra. (Shakespeare) 

Se fosse verdade que é a ausência de problemas que traz felicidade, os países nórdicos, apesar de seu avançado estágio de evolução, não teriam a maior taxa de suicídio do mundo. E os EUA, com todo o seu desenvolvimento econômico, não seria a nação com o maior número de deprimidos. (Roberto Shinyashiki do livro “Você: A alma do negócio”) 

Problemas fazem parte do fato de estarmos vivos. Superá-los é o melhor caminho para conhecer sua força. Avance e dê uma oportunidade ao mundo de conhecer a sua energia. (Roberto Shinyashiki do livro “Você: A alma do negócio”)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Não leve a vida táo a sério

Livro: Não leve a vida tão a sério - Hugh Prather



O rio e o leão Depois de uma grande enchente, o leão viu-se cercado porum rio e ficou sem saber como sair dali. Nadar não era desua natureza, mas só lhe restavam duas opções: atravessar o rioou morrer. O leão urrou, mergulhou na água, quase se afogou,mas não conseguiu atravessar. Exausto, deitou para descansar.Foi quando escutou o rio dizer:—Jamais lute com o que não está presente.Cautelosamente, o animal olhou em volta e perguntou:—O que não está aqui?—O seu inimigo não está aqui — respondeu o rio. — Assimcomo você é um leão, eu sou apenas um rio.Ao ouvir isso, o leão, muito sereno, começou a estudar as característicasdo rio. Logo identificou um certo ponto em que acorrenteza empurrava para a margem e, entrando na água, conseguiuboiar até o outro lado. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

A pipoca - Rubem Alves

A pipoca
Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".





Como prever o que vai cair na prova

*William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 30 obras, dentre elas o best-seller "Como passar em provas e concursos".
Havia um intelectual que veio a ser membro da banca examinadora de um concurso dificílimo. Autor de vários livros e com currículo brilhante, ele era o terror dos candidatos. Suas perguntas eram ainda mais difíceis do que o próprio concurso. Um dia, contudo, um professor inteligentíssimo percebeu que todas as perguntas eram tiradas das notas de rodapé de determinados livros que, por muito apreciados pelo examinador em questão, acabavam sendo fonte constante das questões de concurso que formulava. Então, uma apostila de poucas páginas, só com as notas de rodapé, passou a ser o suficiente para todo mundo ser aprovado naquela disciplina.

Muito bem, este artigo é baseado em fatos reais! Agora vou contar dois casos meus. Dei aula para um grupo de alunos que se preparava para o concurso de Delegado de Polícia/RJ. Na véspera da prova específica discursiva, acertei 4 de 5 questões. Meus alunos achavam que eu era oráculo, mágico, ou coisa parecida. Mas não era isso, eu apenas fiz a pergunta: "Se eu fosse examinador desse concurso, o que eu perguntaria?" Basta observação, pragmatismo e o desejo de fazer alguma coisa funcionar. Isso incomoda a muitos, pois há uma tendência a querer que todos sigam os padrões tradicionais. A Academia, a Universidade e os intelectuais não gostam do que chamam de "listas", "receitas" e do que é rotulado como "autoajuda". O problema é que há horas para ser acadêmico, e horas para ser pragmático (como no caso dos concursos). Somos criticados apenas porque seguimos outro padrão. Não existe um padrão certo e outro errado, eles apenas são diferentes. Isso vale para aulas, livros, cursos, projetos, preferências sexuais etc.
Outro caso sobre padrões. Minha apostila de Medicina Legal, hoje livro, foi feita por um sistema muito simples. Eu me perguntava o que seria importante para um Delegado de Polícia saber nessa disciplina. Isso bastou para a então apostila ser considerada "ouro em pó", pois matava todas, ou quase todas, as questões dos concursos. Isso só deixou de funcionar no Estado do Rio de Janeiro quando a banca mudou o padrão, deixando de perguntar o que um Delegado precisa saber e passou a indagar, numa decisão lamentável, coisas que nem quem faz o concurso para perito é capaz de responder. A funesta decisão da banca não matou minha apostila, pois hoje é um livro com outros autores e muito bem recebido. Mas matou a lógica racional no concurso, prejudicou muita gente e fez a Polícia Civil perder ótimos Delegados, reprovados numa matéria importante, mas que não devia ser cobrada dessa maneira.
Muito bem, o fato é que a técnica utilizada pelo professor que citei, e por mim, nos dois casos anteriores, é muito simples. Primeiro, a gente observa ou se indaga o que seria razoável cair ou o que está caindo nas provas. Segundo, traça-se um padrão que o examinador esteja seguindo. Em suma, o que mais comumente ele usa. Aí, por fim, anota-se tudo que, estando dentro do Programa do Edital, se encaixa no padrão. Tudo que estiver no padrão, a gente anota. A técnica nada mais é que se antecipar ao examinador. Para fazer isso é preciso ter muito conhecimento e estudo, e usar a inteligência. Vale citar que aquele examinador citado no primeiro caso é um gênio, tem muito a dar, mas na hora de perguntar, ele seguia um padrão simples, que foi plotado por olhos que o observavam. Eu fazia isso quando concurseiro, depois como professor.
As pessoas que às vezes criticam essas técnicas, a meu ver, não compreendem a ideia ou, pior, se sentem ameaçadas por quem não segue os padrões que elas elegeram. Descobrir o que vai cair e estudar o assunto é atividade inteligente. Saber "chutar", embora criticado por tantos, tem seu lugar também. Minha aula sobre "chute" que está na Área de Ciência e Tecnologia do YouTube, já tem mais de 250.000 exibições. Muitos criticam as técnicas, mas se esquecem do meu pragmatismo e das orientações que dou no livro ao tratar do assunto. Repare que o pessoal do Google, um time genial, classificou o "chute" em Ciência e Tecnologia, o que não é correto, mas mostra que nem todo mundo acha o "chute" uma fraude. Saber a hora de chutar, e como, e bem, é inteligência posta a serviço do sonho. Digo que o ideal é saber a respostas, mas se isso não acontecer...
Além da previsão do futuro e do "chute", o modelo de livros para concursos também foi criado a partir da análise de padrões. Ao criar os livros para concursos, eu quis ajudar os concurseiros que, como eu, sofriam por falta de material adequado. Sem saber, estava quebrando um paradigma e criando um novo nicho editorial. Na minha época, só havia apostilas e livros espessos - as primeiras com menos do que o candidato precisava; os livros, com muito mais que o necessário para passar. Então, sugeri ao Sylvio Motta que incluísse uma nova parte no livro de questões de Direito Constitucional que ele estava preparando. Sugeri que ele fizesse uma teoria resumida, do tamanho adequado para concurseiros. Em resposta, ele disse que topava a proposta se eu participasse do projeto da parte teórica. Aceitei, e dali saiu um livro em co-autoria que foi aquele que começou a série "Provas & Concursos", que revolucionou o mercado. Até o dia em que paramos de publicar aquela obra juntos, mais de 50.000 livros já tinham sido vendidos. Mais que isso, chamamos os amigos professores e saiu dali toda uma série. Claro que apareceu gente para criticar a "indústria dos concursos", mas o fato é que, até aquela época, ninguém se preocupava com os concurseiros. Hoje, o cenário mudou e até as editoras jurídicas já estão cuidando de ter séries para concursos públicos. Mais uma vez, tudo aconteceu a partir da identificação de um padrão e de uma simplificação, qual seja, atender não a tudo, mas apenas ao padrão. Isto é muito eficiente.
Descobrir o padrão simplifica o trabalho e isso não serve apenas para concursos. A técnica funcionará tanto melhor quanto mais razoável for quem estiver do "outro lado". O macete é: identifique o padrão utilizado pela outra pessoa e você saberá o futuro. O que vai cair na prova, o que uma pessoa fará amanhã, como ela reagirá a uma dada situação, como ela se sairá em um negócio. Prever comportamento só não funciona muito com os loucos. Eles não seguem necessariamente um padrão. Mas, se definirmos que o sujeito é maluco, então já teremos um padrão para ele: nesse caso, não se pode usar os padrões anteriores porque ele não segue padrões. Felizmente, não é o caso da maior parte dos examinadores e humanos. Somos uma raça de padrões. Muitos padrões diferentes, mas padrões. Infelizmente, contudo, existem pessoas e bancas, e alguns governos, loucos.
O desafio é descobrir o padrão. Se a banca, o sócio, o cônjuge, o cliente etc. não seguir um padrão, seguirá outro. Descubra qual é o padrão e você poderá prever o futuro. O resultado só vai mudar se a pessoa mudar o padrão, mas para isso ela tem que estar observando, querendo mudanças, precisa estudar, ou fazer terapia, ou sofrer muito, ou se converter a algum credo, ou ver a morte de perto... Por falar em mudar padrões, se você está sendo reprovado em concursos, veja o que precisa fazer para mudar seu padrão de atitudes-pensamentos-comportamentos e, assim, poderá mudar o padrão dos resultados também.
Descobrir o que vai cair na prova pode ser feito de várias formas. Isso inclui estudar o Programa todo, fazer as provas anteriores, entender como cada instituição trabalha (Cespe/Unb, Esaf, FCC, por exemplo), desenvolver e analisar estatísticas, reparar o que está acontecendo na época da prova, ouvir os professores especializados (acessíveis nos livros, cursos e na internet)... Falo sobre isso nos meus livros para concurso e no meu site, e há muito material disponível sobre o tema.
Fazer provas não tem tanto a ver com saber a matéria, quanto tem com saber fazer provas, saber estudar com foco. Por enquanto, claro. Um dia, os examinadores evoluirão e aglutinarão os conceitos de "saber" com "saber fazer provas". Enquanto eles não aprendem a fazer isso, estamos diante de dois assuntos diferentes. De minha parte, quero ajudar a educação a evoluir e a melhorar as provas, mas, até lá, quero ver meus alunos, leitores e amigos conseguindo resultados. E, para isso, precisamos aprender a jogar o jogo e a dançar a música que está tocando. Um dia, quebraremos o disco e poremos música melhor, advirto.
Quando intelectuais criticam os livros para concursos, se esquecem que tais livros são perfeitos para o fim a que se destinam. Se querem mudar os livros para concursos, basta mudar a forma de se indagar nas provas. Nós, concurseiros, alunos e professores, somos muito adaptáveis. Para concluir, assim como a academia tem muito a aprender com os concursos, o serviço público tem muito a aprender com a iniciativa privada. Mas este já é outro assunto. Precisamos melhorar o serviço público e minha maior esperança é contar com você, concurseiro.
Por fim, outra pergunta ótima é, além de "qual é o padrão?", indagar "o que é o mais importante?". E, se o tema for administração do tempo, "o que é de fato importante, é urgente?" Essas reflexões, mais do que "apenas" fazer você passar em concurso, pode nos ajudar a melhorar o país, a nossa vida, o amanhã. Com esforço e inteligência, é possível produzir um hoje mais saudável e um amanhã bem melhor para todos.

O Meu Everest

"Luciano foi capaz de ir lá e escrever, sem travos gramaticais, sem afetações. Ele simplesmente foi lá e escreveu. Acabou produzindo um livro que tem a qualidade que todo o livro deveria ter: é bom de ler." Eduardo Bueno - Escritor - Porto Alegre


O MEU EVEREST

Realizando um sonho no teto do mundo
Luciano Pires, executivo de multinacional, tinha um sonho: trilhar os caminhos do Everest, o pico mais alto do mundo. Um dia ele trocou a gravata e o paletó pela mochila, marcou as férias, despediu-se da família e foi pra lá - o Campo Base do Everest, a mais de 5.000 metros de altura, no Nepal. Este livro conta a emocionante história desta aventura.
Sem heroismos, sem sustos, sem super-homens escorregando e morrendo no gelo. Luciano Pires é uma pessoa comum reagindo diante de uma situação incomum. Podia ser você.

Luciano Pires
Contei na recentemente que em 2004 fiz a minha palestra O Meu Everest para os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol que começavam a jogar as eliminatórias da Copa para a Copa de 2006. Foi fascinante falar para um grupo especial de brasileiros. 

Aquela garotada fazia parte de uma raríssima categoria de profissionais: aqueles que estão entre os melhores do mundo em sua especialidade. E enquanto eu falava para eles ficava pensando: "Meu, o que é que eu estou fazendo aqui?"... No final da palestra, cada jogador ganhou um exemplar de meu livro O Meu Everest (Editora Geração). E comecei a desmontar o computador.
Quando me virei, a Seleção Brasileira estava em fila indiana, todos com o livro nas mãos. O primeiro da fila era o Ronaldo Fenômeno, esperando uma dedicatória. Eu dei um autógrafo pro Ronaldo Fenômeno! Pro Robinho! Pro Adriano! E no final da fila, Roberto Carlos com um troféu que guardo com carinho: a camisa da seleção autografada por todos os jogadores. Tive o privilégio de conviver com um grupo de pessoas especiais. Eram os melhores do mundo, cerca de 30 brasileiros que conseguiram realizar o sonho de milhões de outros brasileiros. 

Não ganhamos aquela Copa, mas isso não mudou a admiração que tenho por aquele grupo de profissionais. 
Mas o grande lance dessa história é o seguinte: como é que fui parar ali? Foi a decisão de fazer uma loucura, de quebrar as regras, de um dia ir para o Everest, de escrever um livro, de fazer algo que as pessoas não fazem, de sair da "normalidade", que me colocou lá. Num mercado competitivo, ser mediano, jogar pelas regras, ser previsível, contentar-se com a "normalidade" é ser invisível. 

Será que todos que buscam o sucesso estão tendo tempo para amolar seus machados?



Será que todos que buscam o sucesso estão tendo tempo para amolar seus machados?


Em certa ocasião um forte e vigoroso jovem pedia a um mestre lenhador da região que o ensinasse a arte de derrubar árvores. O mestre ensinou o jovem e este se sentiu muito capacitado. Passado algum tempo, houve uma competição para mestres lenhadores na região e o jovem achando-se capacitado inscreveu-se também. Na data marcada estava o jovem e o mestre a competir.
O jovem vigoroso e disposto começou a derrubar suas árvores. E com determinação e força já havia derrubado várias árvores, quando olhou por cima do ombro viu o mestre sentado. Logo conclui que ele ganharia a competição, pois o velho estava descansando e ele não parava de derrubar árvores. E sempre que o jovem dava uma ligeira olhada constatava que o mestre estava sentado. Ao término da competição foram contadas as árvores e sagrou-se campeão o velho mestre. O jovem espantado quis saber como, pois sempre que olhara o mestre estava sentado e ele não parara um só minuto. O velho mestre então lhe disse: Quando você me via sentado, sem derrubar árvores, estava na verdade amolando o meu machado.
Muitas vezes temos que ficar na posição de amolar machados, sem nos preocupar se os outros estão analisando o nosso trabalho pela produção quantitativa, e não qualitativa. O machado sem amolar pode até cortar muitas árvores, dependendo do grande esforço físico do lenhador, mas não corta o suficiente, com a mesma eficiência de um machado afiado.
Anthony Robbins no livro "Desperte o gigante interior", deixa claro que o motivo para o ser humano perseguir objetivos é o de expandir e crescer. Comprovadamente crescemos no processo de tentativas, erros e acertos. E mais do que isso, quando damos um tempo para o aprendizado, para reorganizar nossas vidas e usar as habilidades de forma pró-ativa.
Fazendo um paralelo com a história que acabei de relatar, cabem reflexões através de perguntas que devem ser respondidas por aqueles que estejam prospectando caminhos exitosos. Será que todos que buscam o sucesso estão tendo tempo para amolar seus machados? Estão cientes de que é preciso se dar este tempo? Qual será o valor de dar um tempo, pra si próprio, no dia-a-dia? Caso você esteja neste contexto e não consegue encontrar as respostas para todos os questionamentos, não desista de refletir. Seu machado pode não estar amolado o suficiente.

terça-feira, 15 de março de 2011

Roda de samba na Pedra do Sal

Roda de samba na Pedra do Sal


Segunda-feira é aquele dia em que geralmente voltamos ao batente, rezando para que sexta-feira chegue o quanto antes. Só que, graças a Deus, a segunda pode ser sim um dia agradável depois de uma longa jornada de trabalho. Uma opção para quem deseja fugir da rotina é aproveitar a roda de samba da Pedra do Sal, que acontece ali pertinho da Praça Mauá (Rua Argemiro Bulcão, 38.Gamboa). A roda atrai o pessoal que curte uma happy hour à base do verdadeiro samba de raiz, como também turistas e estudantes.

O samba da Pedra do Sal ganha não só pelo precioso acervo musical, mas também pela beleza do local. A Pedra  tornou-se historicamente reconhecida uma vez que serviu de palco para manifestações folclóricas, como festas do candomblé, rodas de choro e de samba, entre outras tantas presentes na cultura africana desde os tempos da escravidão. A Pedra é sinônimo de resistência cultural, não desistindo nunca de promover o melhor da música popular e do folclore brasileiro.
Para quem é amante do samba, vale a pena pelo menos uma vez na vida conhecer o espaço e o samba tocado por lá.  No repertório  Cartola, Roberto Ribeiro, Candeia, Dona Ivone Lara, entre outros, se fazem presentes nas vozes dos músicos, das pastoras e do público que canta tão afiado quanto os profissionais.
A roda acontece todas as segundas, a partir das 19h.

domingo, 13 de março de 2011

As perguntas são as respostas.

“Aquele que faz perguntas não pode evitar as respostas.” 
                                                                                                                                         Provérbio da Repúlblica de Camarões

ELES NÃO PRECISAVAM de uma razão. Foram até lá apenas porque ele
era de descendência judia. Os nazistas invadiram sua casa, prenderamno
e a toda sua família. Foram conduzidos como gado, embarcados
num trem, e enviados para o infame campo de extermínio de Auschwitz.
Seus pesadelos mais terríveis nunca poderiam prepará-lo para ver toda
a família fuzilada diante de seus olhos. Como poderia sobreviver ao
horror de ver as roupas do filho em outra criança, porque o filho
morrera em decorrência de um “banho de chuveiro”?
Mas, de alguma forma, ele continuou. Um dia, contemplou o
pesadelo ao seu redor, e confrontou uma verdade inevitável: se
permanecesse ali por mais um dia sequer, também morreria. Tomou a
decisão de que precisava escapar, e de que a fuga devia ocorrer
imediatamente! Não sabia como, apenas sabia que tinha de escapar.
Durante semanas, perguntara aos outros prisioneiros: “Como podemos
escapar deste lugar horrível?” As respostas pareciam ser sempre a
mesma: “Não seja tolo! Não há escapatória! Formular tal pergunta só
servirá para torturar sua alma. Limite-se a trabalhar com afinco, e rezar
para sobreviver.” Mas ele não podia aceitar isso — e não aceitaria!
Tornou-se obcecado pela idéia de fugir, e mesmo quando as respostas
não faziam qualquer sentido, continuou a se perguntar, muitas e
muitas vezes: “Como posso fugir? Tem de haver um meio. Como posso
sair daqui, vivo, saudável, hoje?”
Dizem que quem pede, receberá. E por algum motivo, naquele dia
ele obteve sua resposta. Talvez fosse a intensidade com que formulou a
pergunta, ou talvez fosse o seu senso de certeza de que “agora chegou o
momento”. Ou talvez fosse apenas o impacto de focalizar de forma
incessante a resposta a uma pergunta veemente. Seja qual for o motivo,
o poder gigantesco da mente e espírito humano despertou naquele
homem. A resposta surgiu através de uma fonte improvável: o cheiro
repulsivo de carne humana em decomposição. A poucos passos do lugar
em que trabalhava, ele viu uma enorme pilha de cadáveres, na traseira
de um caminhão — homens, mulheres e crianças que haviam sido
retirados da câmara de gás. As obturações de ouro já tinham sido
arrancadas dos dentes; tudo o que possuíam — quaisquer jóias, até
mesmo as roupas — fora retirado. Em vez de perguntar “Como os
nazistas podem ser tão infames, tão destrutivos? Como Deus pode
permitir uma coisa tão monstruosa? Por que Deus fez isso comigo?”,
Stanislaw Lee fez uma pergunta diferente. Perguntou: “Como posso usar
isso para escapar?” E, no mesmo instante, ele obteve a resposta.
Ao final do dia, quando o grupo de trabalho voltava para os
alojamentos, Lee escondeu-se atrás do caminhão. Numa fração de
segundo, quando ninguém olhava, tirou as roupas, e se meteu na pilha
de cadáveres. Fingiu que estava morto, permanecendo absolutamente
imóvel, mesmo quando mais tarde foi quase esmagado, ao jogarem mais
cadáveres por cima dele.
O cheiro fétido de carne em decomposição o envolvia por
completo. Ele esperou e esperou, torcendo para que ninguém
percebesse que havia um corpo vivo naquela pilha da morte, torcendo
para que mais cedo ou mais tarde o caminhão saísse dali.
Ouviu finalmente o som do motor do caminhão sendo ligado.
Sentiu o caminhão estremecer. E naquele momento, no meio dos
mortos, sentiu um brilho de esperança. Depois de algum tempo, o
caminhão parou com um solavanco, e despejou sua macabra carga —
dezenas de mortos, e um homem vivo fingindo ser um cadáver — numa
enorme cova, aberta fora do campo de extermínio. Lee permaneceu ali
por horas, até o anoitecer. Quando teve certeza de que não havia
ninguém por perto, saiu da montanha de cadáveres, e correu nu por
setenta quilômetros, até alcançar a liberdade.
Qual era a diferença entre Stanislaw Lee e tantos outros que
pereceram nos campos de concentração? Claro que houve muitos
fatores, mas uma diferença crítica foi o fato de ele formular uma
pergunta diferente. Perguntou com persistência, perguntou com a
expectativa de receber uma resposta, e seu cérebro ofereceu uma
resposta que lhe salvou a vida. As perguntas que ele se fez naquele dia
em Auschwitz levaram-no a tomar decisões em frações de segundo,
produzindo ações que tiveram um impacto significativo em seu destino.
Mas antes que ele pudesse obter a resposta, tomar as decisões, e entrar
em ação, teve de formular para si mesmo as perguntas certas.