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quarta-feira, 16 de março de 2011

O Meu Everest

"Luciano foi capaz de ir lá e escrever, sem travos gramaticais, sem afetações. Ele simplesmente foi lá e escreveu. Acabou produzindo um livro que tem a qualidade que todo o livro deveria ter: é bom de ler." Eduardo Bueno - Escritor - Porto Alegre


O MEU EVEREST

Realizando um sonho no teto do mundo
Luciano Pires, executivo de multinacional, tinha um sonho: trilhar os caminhos do Everest, o pico mais alto do mundo. Um dia ele trocou a gravata e o paletó pela mochila, marcou as férias, despediu-se da família e foi pra lá - o Campo Base do Everest, a mais de 5.000 metros de altura, no Nepal. Este livro conta a emocionante história desta aventura.
Sem heroismos, sem sustos, sem super-homens escorregando e morrendo no gelo. Luciano Pires é uma pessoa comum reagindo diante de uma situação incomum. Podia ser você.

Luciano Pires
Contei na recentemente que em 2004 fiz a minha palestra O Meu Everest para os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol que começavam a jogar as eliminatórias da Copa para a Copa de 2006. Foi fascinante falar para um grupo especial de brasileiros. 

Aquela garotada fazia parte de uma raríssima categoria de profissionais: aqueles que estão entre os melhores do mundo em sua especialidade. E enquanto eu falava para eles ficava pensando: "Meu, o que é que eu estou fazendo aqui?"... No final da palestra, cada jogador ganhou um exemplar de meu livro O Meu Everest (Editora Geração). E comecei a desmontar o computador.
Quando me virei, a Seleção Brasileira estava em fila indiana, todos com o livro nas mãos. O primeiro da fila era o Ronaldo Fenômeno, esperando uma dedicatória. Eu dei um autógrafo pro Ronaldo Fenômeno! Pro Robinho! Pro Adriano! E no final da fila, Roberto Carlos com um troféu que guardo com carinho: a camisa da seleção autografada por todos os jogadores. Tive o privilégio de conviver com um grupo de pessoas especiais. Eram os melhores do mundo, cerca de 30 brasileiros que conseguiram realizar o sonho de milhões de outros brasileiros. 

Não ganhamos aquela Copa, mas isso não mudou a admiração que tenho por aquele grupo de profissionais. 
Mas o grande lance dessa história é o seguinte: como é que fui parar ali? Foi a decisão de fazer uma loucura, de quebrar as regras, de um dia ir para o Everest, de escrever um livro, de fazer algo que as pessoas não fazem, de sair da "normalidade", que me colocou lá. Num mercado competitivo, ser mediano, jogar pelas regras, ser previsível, contentar-se com a "normalidade" é ser invisível. 

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